Physalis posa de fina, mas tem um pé no popular

Physalis fruit on old wood

Physalis é coisa fina. Com um quilo vendido a cerca de R$ 70 em empórios gourmet Brasil afora, a frutinha hoje em dia serve como ingrediente em saladas, geleias, molhos, mousses, cheesecakes e mais uma infinidade de receitas doces e salgadas saidas da imaginação de chefs e cozinheiros.

O que pouca gente sabe é que essa espécie que agora posa de chique tem um passado bem popular, no Norte e no Nordeste do Brasil. Em alguns lugares dessas regiões, a planta nasce como mato, literalmente, e tem nomes diversos: camapu, camaru, capota, bucho-de-rã, juá-de-capote, saco-de-bode, tomate-barrela…

No entanto, a produção sistemática da physalis — vamos chamá-la assim daqui pra frente — ainda é pouquíssima no Brasil. Daí o preço elevado do produto. A Colômbia, onde ela é chamada de uchuva, é o país que mais produz a planta e exporta, inclusive, para a Europa.

Vai ver foi no exterior que os chefs estrelados daqui a descobriram. Afinal, a Austrália exporta para vários países uma conserva fina de physalis. Na Franca, ela costuma ser servida em restaurantes chiques coberta por chocolate.

Existem tantas curiosidades em torno da physalis que vale listar aqui algumas delas:

1 ) A frutinha é coberta por uma casca que parece papel, dando-lhe a aparência de uma pequena lanterna chinesa. Geralmente, quando a compramos essa casca já vem murcha.

2 ) Existem muitas variedade de physalis. A que nasce aqui é a Physalis angulata, ou tomatilho (sim, ela é parente do tomate). Mas há uma outra, a cabo de groselha, nativa do Chile e do Peru, que quando verde é extremamente venenosa. Cuidado!

3 ) Por conter uma substância semelhante à pectina, a physalis pode ser usada como espessante natural. Ela ganha essa capacidade quando refrigerada.

4 ) A fruta tem gosto levemente ácido, por isso é indicada para substituir o limão e o tomate em molhos e saladas.

5 ) Pesquisadores já atribuíram à physalis várias propriedades medicinais. Entre elas, a de combater doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

Fonte: sites Jardim de Flores, Remédio Caseiro, Saúde Melhor, entre outras. Foto: reprodução da internet.

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