Larvas, gafanhotos, ovas de formiga… Que delícia!

Comer uma larva na manteiga ou um gafanhoto fritinho, como se fosse um salgadinho, pode soar estranho para nós brasileiros. Mas não para os mexicanos. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o país conta com o maior número de insetos comestíveis do mundo, cerca de 500 espécies.

Um dos mais consumidos por lá é o chapulines (gafanhoto), vendido na rua em saquinhos. Principalmente no estado de Oaxaca, em áreas próximas à Cidade do México como Tepoztlán, Cuernavaca e Puebla. Qual o sabor que tem? Dizem que é parecido ao de camarão, só que mais forte.

Também são bastante conhecidos entre os mexicanos os gusanos, larvas que se desenvolvem em meio às plantações de agave. É dessa planta que se faz o mezcal, uma das bebidas símbolos do país. Por isso, o verme (vermelho ou branco) costuma ser encontrado no fundo da garrafa da bebida, para dar um tempero. Os gusanos ainda são consumidos fritos na manteiga, acompanhados com guacamole ou para salgar a carne.

Outro exemplo: escamoles (ovas de formiga). Esses têm período de safra, que começa entre fim de fevereiro e começo de março. É um caviar para os mexicanos. Habitualmente, são preparados na manteiga e refogados com alho e cebola. No taco, as ovas são misturadas à guacamole picante. Na boca, a textura é de queijo cottage.

Quem for à Cidade do México pode provar alguns desses bichinhos no Mercado de San Juan, no Centro Histórico da capital mexicana. E se você acha que essas iguarias sõ são encontradas em feiras ou estabelecimentos exóticos, está enganado. Os insetos estão no menu de premiados restaurantes mexicanos, como o Pujol, La Gruta e Fonda El Refugio.

Fonte: Visit Mexico. Foto Divulgação/Coalo Valley Farm.

 

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