Tapas espanholas: tradição criada aos bocadinhos

Ir à Espanha e não comer uma tapa acompanhada por uma taça de vinho é o mesmo que ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor. Os bares de tapas estão por toda parte, com vitrines repletas de bocadinhos tentadores.

As tapas são encontradas numa grande variedade de receitas. O que as identifica são o fato de serem servidas em pequenas porções, para comer com a mão. Pedaços de tortilhas, croquetes de frango e peixe, tiras finas de salame e queijo sobre fatias de pão…

Tudo isso é tapa. São ingredientes comuns também a azeitona, a sardinha e o camarão feito na plancha. Podem vir em bocadinhos sobre o pão, em pequenos espetos (aí são chamadas de pinchos) ou em pequenas tijetlas, chamadas de cazuelas.

Tapas

Mas, enfim, como surgiu essa paixão dos espanhóis? Eis uma pergunta que suscita muitas histórias, algumas fatos, outras invencionices que procuram explicar a origem desse hábito, já adotado por aqui.

Bom, reza a lenda que lá no século 13, o rei espanhol Afonso caiu doente e teve que passar dias se alimentando de pequenas porções de comida e tomando vinho. Quando se recuperou determinou: a partir dali nunca mais se serviria vinho em Espanha sem um bocadinho de comida para acompanhar.

Essa história, claro, é só isso, lenda. Historiadores de fato acreditam que as tapas são uma resquício da presença dos mouros na Península Ibérica (711-1492), já que no Norte da África sempre houve o hábito de se partilhar pequenas porções de comida.

Se foi daí que veio a tradição das tapas, ela se firmou quando surgiram as tabernas por toda a Espanha. Nesses estabelecimentos,  as bebidas costumavam ser servidas em jarras ou copos cobertos por um pedaço de pão, presunto ou queijo, para evitar que entrassem moscas.

A “tapa” (ou tampa) acabou virando um acompanhamento para a bebida e evoluiu para todas essas delícias que se come hoje. Em Brasília, pode-se ter uma boa amostra de tapas no Jamón Jamón (109 Norte), um legítimo representante, aqui, do costume de lá.

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